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Inclusão digital e crianças com deficiência intelectual
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Inclusão digital e crianças com deficiência intelectual

23/04/2015

A inclusão digital é exercida de maneira que todas as pessoas, independente de idade ou escolaridade, tenham acesso as novas tecnologias. As crianças com deficiência intelectual do desenvolvimento, caracterizam-se por um funcionamento intelectual inferior à média considerada comum (QI), apresentando um atraso no desenvolvimento, dificuldade de acompanhamento do conteúdo, além de dificuldade na interação com outras pessoas no convívio social.

No Brasil existe uma iniciativa da Secretaria de Educação Especial (SEESP), vinculada ao MEC, que possui o Projeto de informática na Educação Especial (Proinesp), que vem, em conjunto com a Federação nacional das APAES (FENAPAES), que visa contemplar escolas e instituições que prestem apoio a esse público específico (VILELA, s.d.). Para o Centro de Educação Especial Helena Antipoff (CEESHA), na região central do país (GO), acredita que quanto mais cedo o trabalho de inclusão dessas crianças no mundo digital, mais habilidade e conhecimento elas terão sobre essas ferramentas. O período de 3 até 5 anos, é o período de início da alfabetização das crianças, e é considerado o período mais rico e proveitoso para que esse tipo de experiência comece a dar resultados.

Fonte: elaborada pelo grupo

Fonte: elaborada pelo grupo

 

Vilela afirma ainda que a proposta inicial é a de criar um interesse por parte da criança com a ferramenta, para que a mesma se interesse desde o momento da sua primeira apresentação até a entrega. Esse é um trabalho conjunto, que conta com o investimento dos órgãos públicos, a interação dos professores e funcionários das instituições e a participação os pais apoiando a criança no processo de aprendizagem. Os métodos de ensino das crianças se empenham em ensinar através de técnicas e brincadeiras com imagens, sons e movimentos, dando sequência em temas que são abordados dentro de sala de aula, terapias realizadas nas crianças, ou em outros momentos de lazer. Geralmente os professores abusam de artifícios como animais, alfabetos e músicas, coisas que chamam a atenção das crianças. Um exemplo de simulação que pode ser aplicado ao aprendizado é em situações de chuva. Em dias chuvosos, os professores utilizam filmes que tem chuva, ou sons produzidos pela chuva para uma maior interação dos alunos com o conteúdo.

As ferramentas utilizadas no processo de aprendizagem

Para Vilela, as ferramentas usadas pelas escolas, em alguns casos são ferramentas mais específicas, mas, em sua grande quantidade são ferramentas contidas no próprio pacote Windows, como o Paint e suas ferramentas para edição de imagens e desenhos, o Power Point e suas ferramentas para apresentações gráficas, e o Visio e suas ferramentas para montagens de organogramas, fluxogramas, que são utilizados para desenvolver uma grande quantidade de atividades que auxiliam no desempenho e criatividade. As duas primeiras ferramentas, interagem mais com as crianças, envolvendo mais com elas devido as imagens e sons, e o modo como elas podem utilizar desses artifícios. Essas ferramentas são pagas, porém, as escolas possuem um desconto nestes valores, e em alguns casos, as escolas recebem doações desses softwares. Nos casos de alunos que possuem dificuldades motoras, existem teclados compostos por várias “pranchas”, uma com letras, outra com números, ou, teclados divididos pela metade, alto contraste, se adaptando a dificuldade do aluno. No caso do mouse, existem mouses com movimento de cursor, com formatos diferentes (canetas, com rolos, mais botões e mouse touchscreen).

REFERÊNCIAS

MORENO, Ana Carolina; FAJADO, Vanessa, Inclusão de alunos com deficiência intelectual cresce e desafia escolas., G1, São Paulo, 02 mar. 2013. Disponível em: <http://g1.globo.com/educacao/noticia/2013/03/inclusao-de-alunos-com-deficiencia-intelectual-cresce-e-desafia-escolas.html> Acesso em: 17 de abril de 2015 

VILELA, Imidio Alves, Estudo no ambiente de inclusão digital para crianças com deficiência intelectual,, Goiânia: Instituto de Informática UFG. Disponível em: <http://www.portal.inf.ufg.br/espinfedu/sites/www.inf.ufg.br.espinfedu/files/uploads/trabalhos-finais/inclusaodigital-ok.pdf> Acesso em : 16 de abril de 2015.